

May 27, 2010
Olá galera!
Agradecemos a todos os candidatos que participaram da seleção! Para aqueles que não foram chamados, lembramos que semestre que vem tem mais! Não desistam!
Atenção candidatos aprovados! Recomendamos a leitura dos seguintes textos de orientação:
Martins IL. Educação tutorial no ensino presencial: uma análise sobre o PET. (clique no título para baixar o arquivo)
DANTAS, F. O PET e a formação de lideranças acadêmicas e profissionais. (clique no título para baixar o arquivo)
BRASIL. Programa de Educação Tutorial – Manual de orientações básicas. (clique no título para baixar o arquivo)
Abaixo, a relação dos convocados para a segunda fase da seleção, que será realizada no dia 01/06/2010, às 14 horas na sala do PET – 10º andar.
| Candidato | Semestre |
| Daniela Costa Morais | 4º |
| Eric Freitas Meyer | 3º |
| Girlane Nascimento Andrade | 3º |
| Gustavo Cotrim Queiroz | 3º |
| Josiele Sales dos Santos | 4º |
| Juliana Silveira Aragão | 3º |
| Karina Quadros Carmel | 4º |
| Rafael Freire Paixão | 4º |
| Thaiane Dantas Dias dos Santos | 3º |
May 26, 2010
April 22, 2010
Galera, a inscrição para o PIO tem o prazo até este sábado (24/04/2010), podendo ser feita via e-mail também!
Clique aqui para baixar a ficha de inscrição. Ela poderá ser entregue aos membros do PET ou ser enviada como anexo para o e-mail do PET!
petfoufba@yahoo.com.br
A ordem de apresentações será divulgada na segunda-feira (26/04/2010), fiquem atentos aos murais da faculdade e ao nosso blog!
April 14, 2010
March 17, 2010
Galera da FOUFBA, em especial do 2º ao 4º semestre.
Está aberto o edital de seleção para novos bolsistas do PET – Programa de Educação Tutorial.
A seleção será composta por duas etapas:
As inscrições estão sendo realizadas na diretoria. São necessários os seguintes documentos:
Dúvidas frequentes:
November 1, 2008
PETssoal,
Na última sexta-feira, e só teria graça numa sexta-feira, saiu no Diário Oficial as características de uma caipirinha para que ela seja uma verdadeira caipirinha!
Determinando que o limão deve ter “no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas” e que o açucar deve ter “quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro”, o governo nos demonstra muita responsabilidade e preocupação com o que é comercializado hoje em nosso país.
Agora que o tráfico e a violência acabaram e que a saúde, a educação e as finanças estão ótimas, só falta mesmo acabar com corrupção… Que tal começar pelas caipirinhas do nosso país, não é? Precisamos de fiscalização intensa!
Confira mais detalhes em: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=12044359#toolbar
July 1, 2008
Continuidade dos Parques
Júlio Cortázar
Havia começado a ler o romance uns dias antes. Abandonou-o por negócios urgentes, voltou a abri-lo quando regressava de trem à chácara; deixava interessar-se lentamente pela trama, pelo desenho dos personagens. Essa tarde, depois de escrever uma carta ao caseiro e discutir com o mordomo uma questão de uns aluguéis, voltou ao livro com a tranqüilidade do gabinete que dava para o parque dos carvalhos. Esticado na poltrona favorita, de costas para a porta que o teria incomodado como uma irritante possibilidade de intrusões, deixou que sua mão esquerda acariciasse uma e outra vez o veludo verde e começou a ler os últimos capítulos. Sua memória retinha sem esforço os nomes e as imagens dos protagonistas; a ilusão romanesca ganhou-o quase imediatamente. Gozava do prazer quase perverso de ir descolando-se linha a linha daquilo que o rodeava e de sentir ao mesmo tempo que sua cabeça descansava comodamente no veludo do alto encosto, que os cigarros continuavam ao alcance da mão, que mais além das janelas dançava o ar do entardecer sob os carvalhos. Palavra a palavra, absorvido pela sórdida disjuntiva dos heróis, deixando-se ir até as imagens que se combinavam e adquiriam cor e movimento, foi testemunha do último encontro na cabana do monte.
Antes entrava a mulher, receosa; agora chegava o amante, com a cara machucada pela chicotada de um galho. Admiravelmente ela fazia estalar o sangue com seus beijos, mas ele recusava as carícias, não tinha vindo para repetir as cerimônias de uma paixão secreta, protegida por um mundo de folhas secas e caminhos furtivos. O punhal se amornava contra seu peito e por baixo gritava a liberdade refugiada. Um diálogo desejante corria pelas páginas como riacho de serpentes e sentia-se que tudo estava decidido desde sempre. Até essas carícias que enredavam o corpo do amante como que querendo retê-lo e dissuadi-lo desenhavam aboninavelmente a figura de outro corpo que era necessário destruir. Nada havia sido esquecido: álibis, acasos, possíveis erros. A partir dessa hora cada instante tinha seu emprego minuciosamente atribuído. O duplo repasso sem dó nem piedade interrompia-se apenas para que uma mão acariciasse uma bochecha. Começava a anoitecer.
Já sem se olharem, atados rigidamente à tarefa que os esperava, separaram-se na porta da cabana. Ela devia continuar pelo caminho que ia ao norte. Da direção oposta ele virou um instante para vê-la correr com o cabelo solto. Correu, por sua vez, apoiando-se nas árvores e nas cercas, até distinguir na bruma do crepúsculo a alameda que levava à casa. Os cachorros não deviam latir e não latiram. O mordomo não estaria a essa hora, e não estava. Subiu os três degraus da varanda e entrou. Do sangue galopando nos seus ouvidos chegavam-lhe as palavras da mulher: primeiro uma sala azul, depois uma galeria, uma escada carpetada. No alto, duas portas. Ninguém no primeiro quarto, ninguém no segundo. A porta do salão, e depois o punhal na mão, a luz das janelas, o alto encosto de uma poltrona de veludo verde, a cabeça do homem na poltrona lendo um romance.
Publicado no segundo volume de contos do autor, Las armas secretas (1956).
Tive que postar esse outro texto de Júlio Cortázar porque queria compartilhar com todos a descrição que ele faz. Com certeza nunca li algo que se aproxime disso.
Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.
Tu me olhas, de perto tu me olhas, cada vez mais de perto e, então, brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais perto e nossos olhos se tornam maiores, aproximam-se, sobrepõem-se e os cíclopes se olham, respirando indistintas, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E, se nos mordemos, a dor é doce; e, se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu te sinto tremular contra mim, como uma lua na água.
Capítulo do livro “O Jogo da Amarelinha”, Julio Cortázar.