Olá galera!

Agradecemos a todos os candidatos que participaram da seleção! Para aqueles que não foram chamados, lembramos que semestre que vem tem mais! Não desistam!

Atenção candidatos aprovados! Recomendamos a leitura dos seguintes textos de orientação:

Martins IL. Educação tutorial no ensino presencial: uma análise sobre o PET. (clique no título para baixar o arquivo)

DANTAS, F. O PET e a formação de lideranças acadêmicas e profissionais. (clique no título para baixar o arquivo)

BRASIL. Programa de Educação Tutorial – Manual de orientações básicas. (clique no título para baixar o arquivo)

Abaixo, a relação dos convocados para a segunda fase da seleção, que será realizada no dia 01/06/2010, às 14 horas na sala do PET – 10º andar.

Candidato Semestre
Daniela Costa Morais
Eric Freitas Meyer
Girlane Nascimento Andrade
Gustavo Cotrim Queiroz
Josiele Sales dos Santos
Juliana Silveira Aragão
Karina Quadros Carmel
Rafael Freire Paixão
Thaiane Dantas Dias dos Santos

Galera, se liguem nos próximos cursos do PET! São gratuitos e entregaremos certificado posteriormente.

Pedimos desculpas com a entrega dos certificados do curso anterior. Assim que resolvermos nossos problemas estruturais estaremos entregando.

Galera, a inscrição para o PIO tem o prazo até este sábado (24/04/2010), podendo ser feita via e-mail também!

Clique aqui para baixar a ficha de inscrição. Ela poderá ser entregue aos membros do PET ou ser enviada como anexo para o e-mail do PET!

petfoufba@yahoo.com.br

A ordem de apresentações será divulgada na segunda-feira (26/04/2010), fiquem atentos aos murais da faculdade e ao nosso blog!

Galera da FOUFBA, em especial do 2º ao 4º semestre.

Está aberto o edital de seleção para novos bolsistas do PET – Programa de Educação Tutorial.

A seleção será composta por duas etapas:

  • 1ª – uma prova de tradução de texto em inglês e a redação de um texto dissertativo a serem realizadas no dia 10 de abril (sábado) às 8 horas na sala do PET, 10º andar. Os candidatos terão 4 horas para a realização desta etapa.
  • 2ª – entrevista – dia e hora a combinar. Os candidatos selecionados serão avisados.

As inscrições estão sendo realizadas na diretoria. São necessários os seguintes documentos:

  • xerox do RG
  • xerox do CPF
  • xerox do histórico escolar

Dúvidas frequentes:

  1. “Não tenho conta em banco ainda, o que eu faço?” – Calma galera, preocupem-se com isso quando passarem na seleção… mas a princípio, quem não tem conta corrente pode colocar a dos pais.
  2. “Eu tenho que ter fluência em inglês?” – A tradução do texto na primeira etapa é para ser traduzida do modo mais fiel de modo a mostrar que você compreende a língua. O mais importante é que você mostre que compreende o que você lê em inglês. No PET você precisará ler artigos em inglês, portanto é importante que o bolsista tenha conhecimento na língua. Mas atenção! Não deixe seu texto faltando palavras, sem conexão, tampouco com rasuras.
  3. “A redação é igual a de vestibular?” – Sim. Será dado um tema para que o candidato disserte sobre ele. Atenção a norma culta da lingua, estruturação de parágrafos e idéias, e principalmente conteúdo. No PET você escreverá artigos, portanto é importante que o candidato demonstre sua capacidade de organizar idéias, estruturá-las e escrevê-las. Não rasure sua folha de respostas!
  4. “O PET exige muito tempo de dedicação?” – Os bolsistas do PET têm que dar 20 horas semanais, afinal você terá uma bolsa de produtividade de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Entretanto, essas 20 horas você pode cumprir até mesmo desenvolvendo suas atividades em casa. Não são 20 horas que você passará na faculdade. Mais importante que isso é cumprir as tarefas que lhe são propostas, independente do tempo que você necessite para executá-las.
  5. “Essa bolsa eu terei até me formar?” – Sim, se você andar na linha, claro.
  6. “Qual a diferença entre bolsista PET e bolsista PIBIC? – Basicamente, o bolsista PIBIC só desenvolve atividades de pesquisa, individualmente. O bolsista PET desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão. No PET você não terá contato apenas com o seu orientador, como com professores de todos os departamentos, participará da organização de eventos, congressos, etc; além da troca de experiências entre os bolsistas. Muitas atividades são desenvolvidas em conjunto, momento nos quais aprendemos uns com os outros. Somos estimulados a desenvolver a iniciativa, liderança, criatividade, responsabilidade, ou seja, somos melhor preparados para o mercado de trabalho.
  7. “Qual a diferença entre o PET e PET-Saúde?” – O PET-Saúde é um grupo de trabalho multidisciplinar em saúde, voltado para resolver problemas de determinada comunidade. O trabalho é mais voltado para o cunho social, diretamente com o setor público. Além disso os bolsistas são apenas por 1 ano. No PET você também desenvolverá atividades extensionistas, integradas com o setor publico e com a comunidade, além das atividades de ensino e pesquisa. Os bolsistas do PET permanecem até o final do curso.
  8. “O que os bolsistas do PET fazem especificamente?” – Anualmente, fazemos o planejamento das nossas atividades que envolvem a apresentações de seminários, sessões científicas, pesquisas individuais e coletivas, atividades de extensão e atividades culturais. Resumidamente, o governo federal quer que realizemos pesquisas que gerem resultados de impacto na sociedade, de modo que possamos dar retorno à comunidade através de atividades de extensão. Além disso, somos treinados a reproduzir esse conhecimento gerado, e estar capacitados a retornar a universidade para lecionar.
  9. “Com tanta atividade, sobra tempo para estudar para as disciplinas e sair para se divertir?” – Você vai aprender a organizar melhor seu tempo, e verá que ainda irá sobrar tempo. Vai perceber que você não era tão ocupado quanto imaginava, e que muito trabalho também pode ser sinônimo de reconhecimento e satisfação pessoal.
Divulgação da seleção

Cartaz de divulgação da seleção do PET

PETssoal,

Na última sexta-feira, e só teria graça numa sexta-feira, saiu no Diário Oficial as características de uma caipirinha para que ela seja uma verdadeira caipirinha!

Determinando que o limão deve ter “no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas”  e que o açucar deve ter “quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro”, o governo nos demonstra muita responsabilidade e preocupação com o que é comercializado hoje em nosso país.

Agora que o tráfico e a violência acabaram e que a saúde, a educação e as finanças estão ótimas, só falta mesmo acabar com corrupção… Que tal começar pelas caipirinhas do nosso país, não é? Precisamos de fiscalização intensa!

Confira mais detalhes em: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=12044359#toolbar

Continuidade dos Parques

Júlio Cortázar

Havia começado a ler o romance uns dias antes. Abandonou-o por negócios urgentes, voltou a abri-lo quando regressava de trem à chácara; deixava interessar-se lentamente pela trama, pelo desenho dos personagens. Essa tarde, depois de escrever uma carta ao caseiro e discutir com o mordomo uma questão de uns aluguéis, voltou ao livro com a tranqüilidade do gabinete que dava para o parque dos carvalhos. Esticado na poltrona favorita, de costas para a porta que o teria incomodado como uma irritante possibilidade de intrusões, deixou que sua mão esquerda acariciasse uma e outra vez o veludo verde e começou a ler os últimos capítulos. Sua memória retinha sem esforço os nomes e as imagens dos protagonistas; a ilusão romanesca ganhou-o quase imediatamente. Gozava do prazer quase perverso de ir descolando-se linha a linha daquilo que o rodeava e de sentir ao mesmo tempo que sua cabeça descansava comodamente no veludo do alto encosto, que os cigarros continuavam ao alcance da mão, que mais além das janelas dançava o ar do entardecer sob os carvalhos. Palavra a palavra, absorvido pela sórdida disjuntiva dos heróis, deixando-se ir até as imagens que se combinavam e adquiriam cor e movimento, foi testemunha do último encontro na cabana do monte.

Antes entrava a mulher, receosa; agora chegava o amante, com a cara machucada pela chicotada de um galho. Admiravelmente ela fazia estalar o sangue com seus beijos, mas ele recusava as carícias, não tinha vindo para repetir as cerimônias de uma paixão secreta, protegida por um mundo de folhas secas e caminhos furtivos. O punhal se amornava contra seu peito e por baixo gritava a liberdade refugiada. Um diálogo desejante corria pelas páginas como riacho de serpentes e sentia-se que tudo estava decidido desde sempre. Até essas carícias que enredavam o corpo do amante como que querendo retê-lo e dissuadi-lo desenhavam aboninavelmente a figura de outro corpo que era necessário destruir. Nada havia sido esquecido: álibis, acasos, possíveis erros. A partir dessa hora cada instante tinha seu emprego minuciosamente atribuído. O duplo repasso sem dó nem piedade interrompia-se apenas para que uma mão acariciasse uma bochecha. Começava a anoitecer.

Já sem se olharem, atados rigidamente à tarefa que os esperava, separaram-se na porta da cabana. Ela devia continuar pelo caminho que ia ao norte. Da direção oposta ele virou um instante para vê-la correr com o cabelo solto. Correu, por sua vez, apoiando-se nas árvores e nas cercas, até distinguir na bruma do crepúsculo a alameda que levava à casa. Os cachorros não deviam latir e não latiram. O mordomo não estaria a essa hora, e não estava. Subiu os três degraus da varanda e entrou. Do sangue galopando nos seus ouvidos chegavam-lhe as palavras da mulher: primeiro uma sala azul, depois uma galeria, uma escada carpetada. No alto, duas portas. Ninguém no primeiro quarto, ninguém no segundo. A porta do salão, e depois o punhal na mão, a luz das janelas, o alto encosto de uma poltrona de veludo verde, a cabeça do homem na poltrona lendo um romance.

Publicado no segundo volume de contos do autor, Las armas secretas (1956).

 

BÔNUS

Tive que postar esse outro texto de Júlio Cortázar porque queria compartilhar com todos a descrição que ele faz. Com certeza nunca li algo que se aproxime disso.

 

O Jogo da Amarelinha

Capítulo VII

Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.

 

Tu me olhas, de perto tu me olhas, cada vez mais de perto e, então, brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais perto e nossos olhos se tornam maiores, aproximam-se, sobrepõem-se e os cíclopes se olham, respirando indistintas, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E, se nos mordemos, a dor é doce; e, se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu te sinto tremular contra mim, como uma lua na água.

 

Capítulo do livro O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar.

 

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